Willamy Galvão da Silva, 21 anos, turismólogo, residente em Cruzêta e voluntário da Escola de Inclusão Digital e Cidadania foi um dos 3 finalistas do Prêmio Conexão e Cultura - A sua história em suas mãos, da TV Cultura.
O prêmio teve 725 inscrições e participação de todos os estados brasileiros.
A grande final acontecerá em São Paulo no dia 31 de março de 2010, no Teatro da Comédia, onde os finalistas terão 10 minutos de debate com a comissão julgadora e apresentarão um vídeo de 2 minutos contando as ações que o fizeram está participando da grande final.
ENTENDA MAIS SOBRE O PRÊMIO
O Prêmio Conexão Cultura - A sua história em suas mãos é uma iniciativa da Fundação Padre Anchieta que reconhece ações de telecentros e lan houses que vão além das funções cotidianas. São iniciativas que facilitam o acesso dos seus frequentadores a benefícios culturais e sociais.
O Prêmio está relacionado a duas questões estratégias para o país: a emancipação digital e a desigualdade social. Quanto maior a distância entre a população e os serviços e benefícios das novas tecnologias da informação, mais precária será a situação educacional, financeira e de empregabilidade. Assim , reconhecer e divulgar boas práticas de emancipação digital dos telecentros e lan-houses, um dos objetivos do Prêmio, é uma maneira de colaborar para a construção de um ciclo virtuoso, que leve a mais empregos, melhores condições sociais e cidadania. Com esta iniciativa , procura-se mostrar que os centros de lan house pode ir além de um ambiente criado exclusivamente para as pessoas teram acesso a internet e aos serviços que ela propicia. Pois foi pensando assim , que o bacharel em turismo Willamy Galvão da Silva 21 anos desenvolveu ações que facilitassem o acesso dos frequentadores de um telecentro em Cruzêta, na região do Seridó no Rio grande do Norte, à benefícios culturais e sociais no município, como,palestras sobre AIDS e outras doenças sexualmente trasmissíveis(DST), drogas, alcoolismo e violência dentro da escola.
Willamy Galvão disse que também criou uma gincana para arrecadar brinquedos e alimentos para famílias carentes de Cruzêta. Ä gente também precisa pensar no próximo, num mundo em que cada vez mais só se pensa no crescimento individualizado¨diz ele, cuja experiencia no telecentro foi inscrita no Prêmio Conexão Cultura, promovido pela TV Cultura de São Paulo, onde ele estará no dia 31 de março para assistir à entrtega da premiação.
GALVÃO é voluntário da Escola de Inclusão DIgital e Cidadania de Cruzêta, criada a partir de uma parceria entre a Prefeitura e a EMATER. Ele começou como estagiário e tem um contrato de dois anos para gerir o curso básico de informática em turmas de 25 alunos.
Foi com esse pessoal que ele realizou palestras, as quais resultaram na inscrição para o prêmio, que é uma iniciativa da Fundação Padre Anchieta e pretende reconhecer ações de telecentros e lan houses que vão além das funçoes cotidianas.
Ao longos das nossas vidas, acabamos nos deparando com o que muitas vezes achamos que ainda não existe, foi como Galvão justificou, inicialmente a inscrição do seu projeto, que vai concorrer na categoria MELHOR PRÁTICA DE GESTÃO PÚBLICA, com outros dois finalistas , um do Ceará e outro de Minas Gerais.
Ele contou que teve interesse pela informática muito cedo, e que morava numa região onde anos atrás era dificil adquirir um computador, devido ao seu alto custo.
Quando tinha 13 anos , sua mãe que é professora resolveu inscrevê-lo num curso de informática: Como não tinha computador em casa, apesar de ter feito o curso, perdi a prática, só anos depois que voltei a praticar, quebrar, descobrir e consertar e sou apaixonado por informática, dizia ele.
No pedido de inscriçãopara o Prêmio Conexão Cultura, informava Galvão, que seu trabalho no telecentro começou em abril de 2009, quando foi escolhido numa seleção para exercer o cargo de monitor da Escola de Inclusão Digital e começou a exercer o cargo e de lecionar na prórpria escola como voluntário, foi quando recebí uma aluna com faixa etária de 45 anos que nunca tinha tido contato com um computador,e ali, começava pra mim , um desafio , acrescentara ele.
Segundo ele , o curso se destacou por não ter em nenhuma turma de telemática, nenhuma desistência nos seis meses de duração. Exercer o cargo de monitor , não é apenas chegar e fazer com que o aluno aprenda, é muito mais do que isso. É ser amigo, é ser responsável, é ser paciente.
Para ele é gratificante saber que hoje contribui para uma sociedade melhor, uma sociedade mais digna, que sabe os direitos e os seus deveres. Esta matéria Galvão tirou do blog do Juan Diniz e entregou a Iranildo Dantas para o Cruzêta news. Galvão é filho de Wildon e bitônia.